sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ficção dos 122 Anos da Abolição da Escravidão/Fiction 122 Years of Abolition of Slavery





A História não narra os feitos dos heróis das culturas dominadas. Bem escreveu Bertold Brech: “Quem construiu a Tebas das sete portas? Nos livros constam os nomes dos reis. Os reis arrastaram os blocos de pedra? E a Babilônia tantas vezes destruída
quem ergueu outras tantas? Em que casas da lima radiante de ouro moravam os construtores? Para onde foram os pedreiros na noite em que ficou pronta a Muralha da China? A grande Roma está cheia de arcos do triunfo (...)”.
Comemoramos, no dia 21 de abril (feriado nacional), o dia de Tiradentes, o alferes precursor da independência; mas não nos lembramos do dia 20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares (capoeirista e líder da resistência). Neste último, o ideal de liberdade evocado é de um negro (cultura dominada) que liderou e deu sua vida pelo Quilombo dos Palmares (na região do Estado de Alagoas) – pela Liberdade. A Janga Angola, como era conhecido o quilombo, sinalizava a possibilidade de serem felizes e de viverem em igualdade.
Quem trabalhou nos canaviais durante tanto tempo sustentando a economia brasileira? Quem semeou as mudas de café fazendo de São Paulo uma potência nacional? Quem sustentou as vaidades da nobreza, ainda sob o ‘calor’ da chibata do feitor? Durante gerações os negros deram suas vidas para que seus dominantes tivessem mordomias. A História, escrita pelos brancos, omitiu a responsabilidade da construção de seus sonhos pelas mãos de povos escravizados.
Falar da abolição da escravatura no Brasil é a mesma coisa que falar em D. Pedro I proclamando a independência do país às margens do Riacho Ipiranga. Tudo não passa de um belo conto pra enfeitar a nossa História. De bonita não tem nada. Para ser mais direto é uma farsa! Infelizmente, escolas repetem o discurso do dominador como se delas fossem e alienam as nossas crianças com suas fábulas. Portugueses e descendentes diretos da coroa portuguesa estariam realmente preocupados com os nativos brasileiros? Interesse puramente pessoal!
Em 7 de Setembro, ao voltar de Santos, junto às margens do Riacho Ipiranga, D. Pedro recebeu duas cartas, uma de José Bonifácio de Andrade e Silva (patrono da independência e grão-duque da maçonaria), que o mandava romper com Portugal, e a outra de Maria Leopoldina de Áustria, sua esposa, apoiando a decisão do ministro e exortando: "O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece".
Claramente um português, sob ordens maçônicas, manipulado por interesses de um grupo dominante (Inglaterra e seus aliados), proclamou apenas a independência política do Brasil. Isso daria direito do país negociar livremente seus produtos com outros e tecer leis para consolidar-se nação soberana. Indiretamente, Portugal sempre esteve dominando sua ‘colônia’ brasileira e, por sua vez, sendo manipulado pelos ingleses.
Da mesma forma vemos a princesa Isabel, filha do imperialismo brasileiro, juntamente com o ministro da agricultura da época, conselheiro Rodrigo Augusto da Silva, filho de aristocratas brasileiros, co – autor da lei; distantes das necessidades, do sofrimento e das dores dos negros; de repente, de bom grado, libertam todos os escravos através da Lei Áurea. Caridade?
Não ouvimos falar nos estabelecimentos de ensino sobre a Inconfidência Baiana, a vida de Ganga Zumba ou mesmo de seu sobrinho Francisco, mais conhecido pela alcunha de Zumbi. Historiadores já tiraram o abuso da credulidade popular em relação à farsa da abolição da escravatura. O corpo docente omite, em seu processo pedagógico, a verdade de que em 1881, o governo já financiava a vinda de europeus ao país para substituir os negros escravizados.
Em 1888 (ano da abolição) também chegaram 90 mil imigrantes financiados pelo governo brasileiro para ocupar as lacunas dos 107 mil escravos registrados na época, que foram despejados nas favelas e nas periferias das cidades onde seus descendentes permanecem até hoje sem indenização. (Fonte revista Raça).
A abolição da escravatura no Brasil constituída há 122 anos (1888 a 2010), deixou os negros numa situação caótica. Apesar de livres, não tinham teto, emprego, alimentação, direitos e até roupas; porque seus antigos senhores, com raiva, os despediram de suas senzalas para abraçarem os imigrantes, os assalariados.
Atualmente, os negros são vítimas de desigualdade social e racial, violência policial; sofrem com a má distribuição de renda e tem como agravante o sistema político corrupto que faz da miséria popular palanque para sua retórica. A pobreza se prolifera no Brasil, sendo a população afro-descendente a mais prejudicada.
Em função disso, os afro - descendentes dão prioridades a sobrevivência do que ir para a escola. Considerando que os vestibulares das universidades públicas cobram conhecimentos da educação básica, os negros não estavam preparados para a concorrência por vagas nesses Estabelecimentos de Ensino Superior. Ainda são raros os negros que chegam ao terceiro Grau.
A questão da negritude está diretamente relacionada ao sangue, à conscientização de cada afro descendente e, não na cor de suas peles. Foi justamente isso que disse Martin Luther King, após a Marcha para Washington, em 28 de agosto de 1963, na escadaria do Monumento a Lincoln, na própria capital americana, no seu célebre discurso – I Have a Dream (Eu tenho um Sonho), para 250 mil pessoas:

"(...) Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma
nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!
(...)”

“(...) De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens,sim,os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. (...)"

Os negros dos Estados Unidos se mobilizaram para reivindicar os mesmos direitos dos brancos. Eles lutaram para isso. Vide Malcom X, mais radical na luta pelos negros, fundou a Organização para a Unidade Afro – Americana, de inspiração socialista. Defendia a luta armada e foi um dos ícones do Movimento Negro nas décadas de 50 a 60, servindo de modelo para os adeptos do Partido Pantera Negra para Auto Defesa.Vários mártires nasceram nesse período em função da luta armada deflagrada por esses partidos.
A consciência dos valores dos afro – descendentes se deu de uns anos para cá. A História do nosso povo foi escrita no Brasil, atravessando gerações, pelos brancos. Agora existe um certo orgulho negro surgindo nas faculdades, algumas periferias e dentro de Igrejas Evangélicas rebuscando conceitos e redocumentando a experiência desse povo desde sua saída da África.
Muitos historiadores e defensores da causa do negro enfatizam a religião sincretista afro-brasileira derivada de práticas místicas e animistas como a única identidade dos afro – descendentes ou o expoente da cultura negra. O continente africano é uma colcha de retalhos de várias religiões. Pensamentos monoteístas, como o judaísmo, por exemplo, através da rainha de Sabá (que absorveu as pregações de Salomão) e judeus negros – chamados Beta – Israel – foram encontrados naquele continente.
Os escravos americanos se identificaram com a escravidão do povo hebreu, assimilando a fé evangélica. Ela ofereceu paz, conforto, esperança de dias melhores e liberdade de expressão – vide seus corais e solistas, revelando diversos cantores de renome. As primeiras igrejas negras foram formadas no século 17, por negros livres. Eles eram impedidos de cultuar nas igrejas denominadas brancas, especialmente no Sul dos EUA. Hoje servem seus espaços para organização da sociedade e escola, desde os primeiros anos após a Guerra Civil, ocupando funções de bem – estar social.
De qualquer forma precisamos considerar o valor simbólico da abolição da escravatura no Brasil e juntos conscientizar os irmãos de cor de seu lugar na sociedade moderna, na História desse país. Precisamos vencer agora o preconceito sócio – econômico latente na nossa sociedade.
As autoridades estão sempre tentando empurrar o que consideram sujeira pra debaixo do tapete. Vide o que fizeram na Favela da Providência, no final do século XIX e começo do século XX. A favela mais antiga do Rio de Janeiro recebeu primeiramente os militares vindos da Guerra dos Canudos. Eles moravam num morro na Bahia chamado de Favela. Por isso batizaram inicialmente de Morro da Favela. Por volta de 1893, quando o então prefeito Barata Ribeiro mandou acabar com os cortiços da cidade, eram aproximadamente 600, dentre eles o mais famoso, conhecido por Cabeça de Porco.
As pessoas desse cortiço Cabeça de Porco foram orientadas a tirarem as madeiras que serviam de parede / divisória para ajudar na construção de seus novos lares na Favela da Providência (como ficou conhecido o Morro da Favela), surgindo assim os famosos barracos. Militares, negros e pobres constituíam a heterogênea sociedade do morro. No fim do ano de 1910, o Morro da Providência era considerado o lugar mais violento do Rio de Janeiro.
Tiraram as pessoas dos cortiços jogando-as para as encostas tentando livrar o espaço que eles transitavam da miséria existente. Por ironia as autoridades criticam as pessoas que moram nas encostas dos morros, pois são lugares de risco, em função dos deslizamentos tão comuns hoje; mas foram eles os responsáveis por essas pessoas estarem residindo onde estão.
É preciso dar um basta no comodismo e levar as pessoas a pensarem ‘grande’. Tudo o que precisamos é nos levantar. Temos os erros do passado como base pro que não devemos fazer e a vida dos mártires como exemplo a seguir. Vamos abrir os nossos olhos e assumir a nossa negritude, sem a vergonha. A vitória ou a derrota está dentro da gente. Lembramos que a cultura dominada, como dizem, influenciou e mudou a história da música mundial. Ditamos até estilos – Hip Hop, Reggae e o próprio rock.
Não adianta ter o conhecimento e não agir. É importante tomar uma atitude pra envolver as pessoas, de sorte que todos se sintam parte desse movimento. Assim como Jesus que espalhou a igualdade e o amor ao próximo.

In English


History does not narrate the deeds of the heroes of dominated cultures. Well Bertold Brech wrote: "Who built the seven gates of Thebes? In the books containing the names of kings. The Kings pushed the stone blocks? And Babylon, many times destroyedwho raised so many? In what houses of gold glittering Lima lived the builders? Where did the masons on the night he was ready, the Great Wall of China? Great Rome Is full of triumphal arches (...)".We celebrate the day April 21 (national holiday), the day of Tiradentes, the lieutenant precursor of independence, but do not remember the 20th of November, the day of the death of Zumbi dos Palmares (capoeira and leader of the resistance). In the latter, evoked the ideal of freedom is a black (dominated culture) that gave his life and led by the Quilombo dos Palmares (in the region of the State of Alagoas) - Freedom. The Angola Janga, was known as maroons, signaled the possibility of being happy and to live in equality.Who worked in the cane fields for so long sustained the Brazilian economy? Who planted the seedlings of coffee making St. Paul a national power? Who supported the vanities of the nobility, still under the 'warmth' of the whip of the overseer? For generations blacks gave their lives so that their ruling had perks. History, written by whites, omitted the responsibility of building your dreams at the hands of enslaved peoples.Speaking of the abolition of slavery in Brazil is the same as speaking in D. Pedro I proclaimed the independence of the country on the banks of the creek Ipiranga. The whole thing is a beautiful tale to adorn our history. From beautiful has nothing. To be more direct is a scam! Unfortunately, schools repeat the dominant discourse of them as if they were our children and estranged with his fables. Portuguese and direct descendants of the Portuguese crown would be really concerned with the native Brazilians? Purely personal!On September 7, coming back from Santos, along the banks of the creek Ipiranga, D. Peter received two letters, one of Jose Bonifacio de Andrade e Silva (patron of independence and Grand Duke of Freemasonry), which sent him to break with Portugal, and another of Maria Leopoldina of Austria, his wife, supporting the minister's decision and urging "The apple is ripe, pick it now, or rot."Clearly a Portuguese, under Masonic orders, manipulated by the interests of a dominant group (England and their allies), just proclaimed political independence of Brazil. This would entitle the country freely trade their products with others and make laws to consolidate itself a sovereign nation. Indirectly, Portugal has always been dominating his 'colony' in Brazil and, in turn, being manipulated by the British.Similarly we see the princess Elizabeth, daughter of Brazilian imperialism, together with the minister of agriculture of the time, director Rodrigo Augusto da Silva, son of Brazilian aristocrats, co - author of the law, far from the needs of suffering and pain of blacks and suddenly, willingly release all slaves through the Golden Law. Charity?We hear in schools about the Infidelity of Bahia, Ganga Zumba's life or even his nephew Francis, better known by the nickname Zombie. Historians have taken the abuse of popular credulity about the farce of the abolition of slavery. The faculty lacks, in its educational process, the fact that in 1881, the government has financed the coming of Europeans to the country to replace the African slaves.In 1888 (the year of abolition) 90 000 immigrants also arrived financed by the Brazilian government to fill the gaps of 107 000 recorded at the time slaves, who were dumped in the slums and the outskirts of cities where their descendants remain to this day without compensation. (Source Magazine Race).The abolition of slavery in Brazil existed for 122 years (1888-2010), left blacks in a chaotic situation. Although free, had no ceilings, employment, food, clothes and even rights, for their former masters, angry, and sent them off from their slave quarters to embrace immigrants, employees.Today, blacks are victims of social and racial inequality, police brutality, suffering from poor distribution of income and is complicated by the corrupt political system that makes the misery popular platform for their rhetoric. Poverty thrives in Brazil, the population african descent the most impaired.As a result, the african - give offspring survival priorities than going to school. Whereas the university entrance charge public knowledge of basic education, blacks were not ready for competition for places in these higher education establishments. There are few blacks who come to the third degree.The question of blackness is directly related to blood, the awareness of each african descent, and not the color of their skin. This is exactly what Martin Luther King said, after the March on Washington on August 28, 1963, on the steps of the Lincoln Memorial in the U.S. capital itself, in his famous speech - I Have a Dream (I Have a Dream) to 250 000 people:
"(...) I have a dream that my four little children will one day live in anation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character. I have a dream today! (...)"
"(...) In a sense we have come to our nation's capital to cash a check. When the architects of our republic wrote the magnificent words of the Constitution and the Declaration of Independence, they were signing a promissory note to which every American was to fall heir. This note was a promise that all men, yes, black men as well as white men would be guaranteed the unalienable rights of life, liberty and the pursuit of happiness. (...)"
Blacks in the United States rallied to claim the same rights as whites. They fought for it. See Malcolm X, more radical in the struggle for blacks founded the Organization for African Unity - American, socialist-inspired. Advocated armed struggle and was one of the icons of the Black Movement in the 50 to 60, serving as a model for fans of the Black Panther Party for Self Defesa.Vários martyrs were born during this period due to the armed struggle waged by these parties.The awareness of the values ​​of african - descendants took a few years back. The history of our people was written in Brazil, across generations, by whites. Now there's a certain pride in the emerging black colleges, some neighborhoods and within evangelical churches redocumentando elaborate concepts and the experience of people from their departure from Africa.Many historians and advocates to emphasize the black african-Brazilian syncretistic religion derived from animistic and mystical practices as the only identity of african - descendants or the exponent of black culture. The African continent is a patchwork of various religions. Thoughts monotheists, like Judaism, for example, by the Queen of Sheba (which absorbed the preaching of Solomon) and black Jews - called Beta - Israel - were found on that continent.The American slaves identified with slavery of the Jewish people, taking in the evangelical faith. She offered peace, comfort, hope of better days and freedom of expression - see your corals and soloists, revealing many renowned singers. The first black churches were formed in the 17th century by free blacks. They were unable to worship in white churches called, especially in the U.S. South. Today they serve the spaces for the organization of society and school, from the earliest years after the Civil War, occupying functions well - being.Anyway we need to consider the symbolic value of the abolition of slavery in Brazil and together the brothers of color aware of their place in modern society, the history of this country. We need to win now prejudice socio - economic latent in our society.The authorities are always trying to push what they consider dirt under the rug. See what they did in Favela da Providencia, in the late nineteenth and early twentieth century. The oldest favela in Rio de Janeiro first received from the military War of Canudos. They lived on a hill in Bahia called Favela. So initially named Morro da Favela. Around 1893, when then-Mayor Barata Ribeiro sent away with the city's slums, was about 600, including the most famous, known as Pig Head.The people of this slum Pig Head were advised to take the wood that formed the wall / partition to help build their new homes in Favela da Providencia (which became known as Morro da Favela), giving rise to the famous huts. Military, black and poor were the heterogeneous society of the hill. At the end of 1910, the Morro da Providencia was considered the most violent place in Rio de Janeiro.They took people out of slums throwing them to the slopes trying to free the space they transited the existing misery. Ironically authorities criticize the people who live on the hillsides, they are places of risk, depending on the slips so common today, but they were the ones responsible for these people are living where they are.You must put a stop to the ease and get people to think 'big'. All we need is to get up. We have the mistakes of the past as a pro you should not do and the lives of the martyrs as the following example. Let's open our eyes and take our blackness without shame. Victory or defeat is within us. Remember that dominated the culture, as they say, has influenced and changed the history of world music. To dictate styles - Hip Hop, Reggae and even rock.No use having knowledge and not to act. It is important to take action to get people involved, so that everyone feels part of this movement. Like Jesus who spread equality and love of neighbor.

19 comentários:

  1. olha muito bom essa materia, abre muita a visao sobre a nossa historia, vou indicar esse blog para todos os meu amigos

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  2. É triste mas o preconceito não acabou na mesma epoca! Infelizmente existem aqueles que se deixam levar pela força negativa da ignorancia permitindo que sua mente receba um ataque de escuridão pscoligica que por sua vez gera o maldito preconceito. Aprenda, a escravidão acabou, mas sera que sua mente não é escrava do preconceito?
    Luiz, grande materia, divulgue a todos!

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  3. De fato toda a verdade da historia ainda não veio a tona,pois o que é ensinado nas escolas é somente o que foi inventado pela parte que comandava o Brasil em todo esse período,mas o que acontece é que se nos concientizarmos e abraçarmos essa causa e ter de fato uma nova identidade negra no Brasil,vamos caminhar para uma sociedade muito mais igualitaria !!!!

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  4. Excelente texto, que traz à tona fatos obscuros da nossa história, nos abrindo a possibilidade de uma nova visão sobre os conteúdos históricos aprendidos na escola. Isso deve servir como motivação para que a cada dia lutemos para que todas as pessoas sejam igualmente tratadas e tenham as mesmas oportunidades, independente de cor, credo ou classe, pois cada uma tem o seu valor e papel importante na sociedade.

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  5. O problema maior é que a sociedade não busca soluções, não indaga as possibilidades, muito menos as informações que chegam até elas. Se parassem de se focar nas meras informções que chegam aos seus ouvidos, se procurassem sair do mundinho em que vivem e no comodismo aqui chegam sem ao menos tentar descobrir o que é de fato o real contexto da história, e do motivo de sua sociedade estar da forma que está. Talvez ai possamos deixar de fechar nossos olhos para a dita realidade de toda a sociedade. Se as ecolas parassem de passar o conteudo que é mais plausivel para o entendimento daquelas crianças que não digo futuramente mas naquele instante poderiam estar em suma fazendo a diferença, se desvinculando do senso comum ao qual estão acostumadas e limitadas a viver, não fazendo ou achando delas como tabuas razas dispostas a qualquer informação sem refletir ou até mesmo sem buscar sair de seus condicionantes primarios, conceitos passados dos pais que geralmente deixam a desejar da dita realidade. Precisamos acreditar e lutar mais pelo que achamos necessario, viver um pouco a margem da sociedade, lutarmos pela história de fato como é e não pela qual chega ao nosso conhecimento. Religião, raça, cultura, comunidade; deveriam sim ter seu espaço como são e não pelo que uma sociedade alienada diz ser.

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  6. Primeiramente com toda sinceridade e respeito não só pela pessoa que é o Luiz Claudio, mas pelo seu trabalho e pela sua luta travada ao longo desses anos que se seguem, quero dar meus parabéns. Em relação a materia, realmente ela é um grito, um pedido de socorro e uma ajuda para toda sociedade, não posso negar que ao percorrer as linhas que se seguem deste texto, podemos sentir a revolta, a ousadia e acima de tudo a vontade de mostrar a verdadeira face da verdade, é dificil levantarmos assuntos assim, devido as confusões que causam quando falamos a verdade e atingimos de cheio os anseios politicos, o racismo é fato e ele existe na nossa sociedade, e quando falamos em sí de quem realmente merecia ser lembrado pelos seus feitos, pelas suas lutas, ai sim, vemos que realmente o nosso país, a nossa sociedade e até mesmo nós mesmo continuamos omissos e submissos, é facil lembrarmos uma data importante, não pelo que'ela representa, mas sim por ser feriado, por ser mais um dia que nao precisaremos ir ao trabalho, que poderemos emendar e viajar com a familia, quando na verdade essa data merecia o respeito, a reflexão e acima de tudo a dignidade aos verdadeiros herois e patriotas que lutarão e que fizeram a diferença pelo seu povo. A luta é de todos, fazer a diferença depende de cada um de nós, e com toda certeza esta materia que eu considero como um levantamento historico nao venha cair no esquecimento, mas que sirva de lição para cada de um de nós, e que venha a somar na luta diaria de nossas comunidades, da nossa sociedade que vive exclusa e esquecida pelos nossos governantes, o nosso país mudou, mas infelizmente só mudou na midia pois nos becos, ruas, avenidas e vielas de nossa sociedade o Brasil, o nosso país ainda é o mesmo, o mesmo país que escraviza, manipula e exporta toda sua riqueza, mais uma vez meus parabéns e tenha certeza que este levantamento historico feito por sua pessoa não ficará somente na leitura, mas conserteza irá fazer parte de nosso dia-a-dia e de nossas lutas. e para terminar eu uso o inicio da frase de nosso memoravel Mather Luther King e acrescento o meu desejo por uma sociedade justa.

    I have a dream that one day we may live in a country where every citizen can
    live with dignity, security, respect, health, education, quality of life and above all with a policy of coasão that causes our government to fulfill its role.


    (eu tenho um sonho, de que um dia possamos viver em um pais, onde cada cidadão possa viver com dignidade, segurança, respeito, saúde, educação, qualidade de vida e acima de tudo com uma politica de coasão que faça com que nossos governantes cumpra o seu papel.)


    Grato,

    Ruiter Abadia

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  7. Realmente, esta realidade é absurda.
    É revoltante saber que vivemos em uma sociedade tão hipócrita, que ensina nossas crianças fabulas maquiavelicamente elaboradas para esconder nossa verdadeira história de horror. Mas o mais revoltante, na minha opinião, é ver, ainda hoje, o racismo estampado na face de algumas pessoas; pessoas estas, que creio, desconhecem a verdadeira história da nossa Terra.
    Devemos sim, anunciar a todos esta realidade, e nos mobilizar pelo fim definitivo do preconceito. Creio que a mensagem da Cruz é ainda o único meio de fazermos isso. Pois o amor incondicional de Jesus já nos libertou para sempre do jugo da escravidão; de todo o tipo de escravidão.
    Que o amor de nosso Senhor Jesus nos leve a mudar este país e a nos libertar de centenas de anos de mentiras.

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  9. Particularmente, conheço diversos bens móveis e imóveis, tombados pelo Patrimônio Histórico da Humanidade, criados e construídos pelos negros escravos, que, para não permanecerem no ócio além de serem surrados, produziam monumentos incríveis, que nenhum senhor de engenho da época ou pré-conceituoso de hoje teria competência e até mesmo idéia para criar. É sempre contraditório, os que mais e melhor produzem são menos ou nada valorizados, e ainda perseguidos.
    A visão da realidade fundamenta nosso estado de consciência, no entanto, grande parte das pessoas possuem a mente e ou a consciência cauterizada pelo comodismo (hipocrisia), que por sua vez se engessa diante a realidade humana. Estamos e pertencemos a um único sistema, logo, existem várias humanidades dentro de um único instante, que estas, andam entre o absurdo (pré- conceito até hoje) e a graça (!!!).
    A educação sendo fonte de esperança e transformação da vida humana, infelizmente conforme a evolução de todas as coisas criadas pelo homem (com influência espiritual bem/mal), cada vez mais é transmitida de forma enganosa, como citado em seu texto, muitas “verdades” varridas para debaixo do tapete. Os diversos meios da mídia focando a educação, precisa conduzir o cidadão a verdadeiramente produzir e operar ação favorável, mobilização para um comportamento Ético (não partidário) e atitudes adequadas (sem preconceitos, discriminação) em relação a nós mesmos, tendo em vista, dar real e melhor VISÃO às novas gerações, que devem pensar global e agir local para envolver a todos ao respeito. Cada vez que se coopera para o bem da vida alheia, com amor e justiça, nos tornamos mais humanos.
    Aprendemos a voar como os pássaros;
    Aprendemos a nadar como os peixes;
    Mas ainda não aprendemos a conviver como irmãos!
    (não me recordo onde li e ouvi...mas nunca esqueci este).

    Dri Paes :)

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  10. Ótimo texto, realmente não conhecemos a 'nossa' história, pois não é dada a real importância... muitos negros tem vergonha da sua cor, pois não conhecem a verdadeira história, que temos verdadeiros heróis que lutaram pela nossa liberdade... Devemos repudiar todo preconceito, pois ao olhos do nosso Deus somos todos iguais

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  11. São muitos aqueles que desconhecem as suas origens. Muitas pessoas não reconhecem a valentia, a garra de muitos que lutaram para vencer o preconceito e a humilhação da discriminação racial.
    As cotas nas universidades brasileiras e americanas causam muitas polêmicas e deixam a sociedade brasileira dividida em suas opiniões.
    Muitos defendem uma tese de que as cotas são para o bem e inclusão; Outros dizem que é uma forma de separar e discriminar os negros. Porém, qual destas teses estão corretas? Observemos nossa trajetória histórica marcada por muita discriminação e desrespeito ao ser humano, porém marcada também por pessoas corajosas e que enfrentaram a morte cara a cara.

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. PO SHOW D BOLA ESSA MATERIA PR LUIZ ARREBENTOU DOIDO MESMO VO INDICAR PRA MINHA GALERA ESSE BLOG TENHO CERTEZA Q ASSIM COMO EU GOSTEI DA MATERIA ELES TAMBEM VÃO SE AMARRAR NA MATERIA 1 FORTE ABRAÇO PR LUIZ

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  14. Gostei, pr. Luíz! mais uma ótima matéria em seu blog. Sempre estarei acessando, fielmente! abraços, Caio

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  15. Mais uma grande obra do nosso querido PR. LUÍZ CLÁUDIO! Show de matéria, show mesmo. Nós, da TRIBO DE GADE sempre estaremos acessando e postando no blog do senhor! abraços de toda a tribo!

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  16. É difícil entender como tanta injustiça sofrida por este povo tem tido como consequência acomodação e conformismo. Como os próprios injustiçados tem sido usados para passar essa injustiça adiante! O povo de Israel foi escravo por 400 anos, já a escravidão do povo brasileiro já passa de 500... Vamos divulgar este espaço, para trazer um pouco de consciência a este povo tão sofrido! Abraços.

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  17. Hoje precisamos dar visibilidade e abrir os olhos de todos aqueles que pensam que a escravidão terminou. Enquanto muitos pensarem que o povo negro já está completamente alforriado pela sociedade se engana, e contribui para fortalecer uma abolição inacabada

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  18. e muito bom saber que a nossa história está sendo contada de uma maneira clara e evidente. todos os negros e raças similiares devem abrir a mente pra isso. temos que assumir o nosso direito na sociedade, somos humanos e não bichos, seres humanos que queremos viver humanatoriamnete. que DEUS abençoe todos os negros.

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  19. Excelente matéria sobre a raça negra. É extraordinário como nós "negros" passamos por isso tudo (desprezo, racismo, críticas, violência e até morte), mas felizmente hoje temos a oportunidade de mudar isso tudo através dos inúmeros exemplos deixados na história tal como Martin Luther King. Eu penso que como fala o título, a abolição da escravatura de 122 anos atrás no Brasil é tudo uma ficção, ou seja, não é real porque se fosse real a raça negra não seria tratada como lixo que é arrastado para debaixo do tapete (favelas) e sim como pessoas, seres vivos tais como outros, "ALMAS" que precisam de um cuidado, atenção especial tal como as outras, portanto, peço a todos afro-descendentes, brancos, índios, entre outras raças...que se ajudem mutuamente e sim, que salvem as vossas almas e contribuam na salvação das almas do vosso próximo.

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